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Equipe do LabISA – INPE, em parceria com o Centro de Biologia Marinha (CEBIMar) - USP e da Universidade do Estado do Mississippi - EUA, desenvolvem estudo para a detecção de maré vermelha e a estimativa da concentração de clorofila-a no litoral norte de São Paulo.

Em um estudo recente publicado na Revista Brasileira de Cartografia (https://doi.org/10.14393/rbcv77n0a-79283), pesquisadores do LabISA-INPE, em colaboração com o Centro de Biologia Marinha (CEBIMar) da USP e com a Universidade do Estado do Mississippi desenvolveram um estudo para a detecção de maré vermelha e a estimativa da concentração de clorofila-a no litoral norte de São Paulo.
publicado: 16/01/2026 10h43 última modificação: 16/01/2026 10h54

Em um estudo recente publicado na Revista Brasileira de Cartografia (https://doi.org/10.14393/rbcv77n0a-79283), pesquisadores do LabISA-INPE, em colaboração com o Centro de Biologia Marinha (CEBIMar) - USP e com a Universidade do Estado do Mississippi - EUA desenvolveram um estudo para a detecção de maré vermelha e a estimativa da concentração de clorofila-a no litoral norte de São Paulo. As florações algais de coloração avermelhada, conhecidas como marés vermelhas, são causadas pela proliferação de organismos microscópicos fotossintetizantes que possuem pigmentos avermelhados nas células. Esses eventos apresentam implicações ecológicas e econômicas relevantes, sendo facilmente percebidos por populações envolvidas em atividades turísticas e pesqueiras, que dependem de informações confiáveis para a tomada de decisões relacionadas à segurança ambiental e sanitária. Entre as principais espécies associadas a esses fenômenos destaca-se o ciliado mixotrófico Mesodinium rubrum. Uma imagem do sensor Sentinel-2/MSI, adquirida em 01/20/2025 (Figura 1), ilustra o evento de maré vermelha. 

Imagem RGB e imagem microscópica de M. rubrum.

Figura 1 - Imagem RGB: R (633 nm), G (547 nm), B (472 nm) do sensor Sentinel-2/MSI, e imagem microscópica de M. rubrum.

O artigo apresenta uma análise detalhada de um evento de maré vermelha ocorrido na costa norte do Estado de São Paulo, entre 12 e 25 de janeiro de 2025, com base em imagens hiperespectrais do sensor HYC/PRISMA. Foram avaliados os espectros de reflectância e as feições espectrais associadas à elevada abundância do organismo fitoplanctônico Mesodinium rubrum. As análises permitiram identificar assinaturas espectrais características próximas a 610 nm e 705 nm, além de um pico de reflectância em 665 nm, seguido de decréscimo, padrão típico de florações algais intensas. Como contribuição metodológica, foi desenvolvido o Normalized Difference Red Tide (NDRT), um índice espectral voltado ao mapeamento de ocorrências de maré vermelha. Os resultados indicaram valores de NDRT em torno de 0,90 para áreas classificadas como Bloom, enquanto as regiões No Bloom apresentaram valores entre 0,25 e 0,55, evidenciando elevada capacidade de discriminar entre as classes. A (Figura 2) ilustra as etapas metodológicas do estudo. O trabalho completo pode ser acessado em  https://doi.org/10.14393/rbcv77n0a-79283

 Fluxograma das etapas metodológicas

Figura 2 – Fluxograma das etapas metodológicas.