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Estudo realizado por pesquisadores do LiSS e parceiros revela influência de fatores da economia e socioambientais na distribuição de doenças na Amazônia brasileira

Pesquisadores do LiSS- Laboratório de investigação em Sistemas Socioambientais da DIOTG/INPE publicaram na Nature Communications Earth & Environment de junho o artigo Vector-borne disease co-occurrence is shaped by agrarian economy and socioenvironmental contexts in the Brazilian Amazon (Tradução “A coocorrência de doenças transmitidas por vetores é moldada pela economia agrária e pelos contextos socioambientais na Amazônia brasileira“). O artigo é resultado de...
publicado: 01/07/2026 16h03 última modificação: 01/07/2026 16h31

Pesquisadores do LiSS- Laboratório de investigação em Sistemas Socioambientais da DIOTG/INPE publicaram na Nature Communications Earth & Environment de junho o artigo Vector-borne disease co-occurrence is shaped by agrarian economy and socioenvironmental contexts in the Brazilian Amazon  (Tradução “A coocorrência de doenças transmitidas por vetores é moldada pela economia agrária e pelos contextos socioambientais na Amazônia brasileira“). O artigo é resultado de uma colaboração multi-institucional no contexto do Projeto SInBIOse Trajetória coordenado pelo INPE, tendo como PI o pesquisador Antonio Miguel Vieira Monteiro (LiSS) e pela Fiocruz, a pesquisadora Cláudia Codeço (PROCC). O Projeto foi financiado pelo  CNPq (processos 442357/2019-2 e 403638/2025) e com apoio da European Commission com bolsas da  Marie Skłodowska-Curie Postdoctoral Fellowship (EP/Z003253/1). Esse artigo é o resultado de um trabalho interdisciplinar que envolveu epidemiologistas, economistas amazônidas, biólogos, cientistas da computação, ecólogos, entomólogos e cientistas de sensoriamento remoto espalhados em várias instituições brasileiras. 

A Bacia Amazônica, um hotspot de biodiversidade, constitui um mosaico complexo de paisagens de doenças, influenciado por intrincadas dinâmicas socioeconômicas e ambientais. Neste estudo, empregamos uma abordagem inovadora baseada no conceito de "ecossindemias" para analisar a interação entre doenças transmitidas por vetores, como malária, dengue e leishmaniose, bem como sua coocorrência em relação às economias agrárias e às mudanças ambientais no período de 2015 a 2019. Utilizando um conjunto abrangente de dados que cobre toda a Amazônia brasileira, demonstramos como as atividades econômicas que determinam o uso da terra e as estruturas sociais das diversas comunidades amazônicas moldam os padrões de ocorrência dessas doenças, ao modificar os habitats dos vetores e a exposição humana. Nossos resultados destacam importantes agrupamentos de doenças que correspondem a contextos agrários, ambientais e socioeconômicos específicos. Esses achados podem contribuir para a priorização de regiões destinadas a pesquisas futuras, ao fortalecimento da vigilância epidemiológica e à implementação de iniciativas de saúde multissetoriais mais amplas. Essa integração contribui para enfrentar os desafios interligados da gestão de doenças, da conservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável em regiões biodiversas submetidas a rápidas transformações ecológicas.

 Principais agrupamentos de doenças que correspondem a contextos agrários, ambientais e socioeconômicos específicos no estudo

Figura: Principais agrupamentos de doenças que correspondem a contextos agrários, ambientais e socioeconômicos específicos no estudo.