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Estudo revela a acessibilidade da produção de açaí aos mercados no baixo Tocantins

O artigo "Multimodal transportation accessibility of açaí to consumer markets in the lower Tocantins Basin in the Brazilian Amazon" (Tradução: Acessibilidade de transporte multimodal do açaí aos mercados consumidores na bacia do baixo Tocantins, na Amazônia brasileira) será publicado na revista Journal of Transport Geography, da Elsevier. O estudo foi liderado por...
publicado: 31/08/2026 15h33 última modificação: 25/09/2026 10h45

O artigo "Multimodal transportation accessibility of açaí to consumer markets in the lower Tocantins Basin in the Brazilian Amazon" (Tradução: Acessibilidade de transporte multimodal do açaí aos mercados consumidores na bacia do baixo Tocantins, na Amazônia brasileira) será publicado em outubro na revista Journal of Transport Geography, da Elsevier. O estudo foi liderado por Danylo M. Magalhães, mestre pela PGSER / INPE, em conjunto com Diego B. Tomasielo (POLI-USP) e pelos pesquisadores do LiSS (DIOTG-INPE): Maria Isabel Escada, Miguel Monteiro e Sidnei Sant'Anna e está disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jtrangeo.2026.104809

O artigo avalia o acesso de comunidades produtoras de açaí aos mercados dos municípios de Mocajuba e Cametá, PA, no baixo Tocantins, considerando as condições de transporte nas estações seca e chuvosa. O estudo integrou redes fluviais e terrestres e dados de uso e cobertura da terra para analisar as produções locais (origem) e os destinos comerciais (portos e mercados).

Abaixo é apresentado um resumo do artigo:

O açaí é uma fruta altamente perecível e, historicamente, um componente fundamental da dieta amazônica. Sob uma perspectiva decolonial, o açaí constitui um pilar territorial e cultural para comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, cuja economia depende de um acesso eficiente aos mercados. Este estudo avalia a acessibilidade sazonal das comunidades aos mercados locais utilizando três índices: dois baseados na rede de transporte existente e um que incorpora dado de uso e cobertura da terra. Foram estimadas rotas potenciais entre 103 locais de produção e nove destinos comerciais nos municípios de Mocajuba e Cametá, tanto na estação seca quanto na chuvosa. A metodologia proposta cria uma abordagem bastante flexível para sistemas fluviais complexos, permitindo o cálculo de distâncias de maneira adaptativa e eficiente, sendo aplicável também a outras regiões do mundo onde comunidades rurais dependem de rios para o transporte da produção. As medidas de velocidade de deslocamento foram ponderadas com base na hierarquia dos canais da bacia do baixo Tocantins e obtidas por meio de medições de campo, a partir de levantamentos realizados com barco e automóveis pela equipe do LiSS (INPE). Para garantir a eficácia dos modelos, foram aplicados 23 questionários em campo visando refinar os parâmetros dos meios de transporte avaliados, da logística e do tempo de percurso entre origem e destino. Analisou-se uma estrutura de rede de transporte multimodal, integrando rotas fluviais e terrestres. Adicionalmente, gerou-se uma matriz origem-destino, bem como mapas e gráficos de acessibilidade das rotas. Os resultados apontaram o mercado municipal de Mocajuba como o de maior índice de acessibilidade, enquanto o mercado de Cametá apresentou o menor. O estudo classifica todos os 103 locais de produção (origem) de acordo com sua acessibilidade de transporte, considerando os diferentes métodos analisados A análise da variabilidade sazonal revelou diferenças logísticas e aspectos estruturais importantes da cadeia produtiva. Embora a estação chuvosa proporcione melhores condições de navegação, é a estação seca que concentra a maior parte da colheita de açaí. Portanto, a estação seca é de especial interesse na análise dos dados, e estimar a acessibilidade durante esse período é de fundamental importância para a cadeia produtiva do açaí, tanto sob a perspectiva econômica e da segurança alimentar, quanto da ambiental.

  Tempo de deslocamento e rotas mínimos durante a estação seca no Estudo

Figura:  Tempo de deslocamento e rotas mínimos durante a estação seca no Estudo.