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LOA - DIOTG participa de artigo sobre energia fotovoltaica

O artigo "Lake-Breeze Influence on Cloudiness Over a Brazilian Reservoir: A Potential Hotspot for Floating Photovoltaic Energy" (Tradução Influência da brisa lacustre na nebulosidade sobre um reservatório brasileiro: um potencial de ponto crítico para energia fotovoltaica flutuante) foi publicado no periódico...
publicado: 26/11/2025 10h47 última modificação: 26/11/2025 10h49

O artigo "Lake-Breeze Influence on Cloudiness Over a Brazilian Reservoir: A Potential Hotspot for Floating Photovoltaic Energy" (Tradução Influência da brisa lacustre na nebulosidade sobre um reservatório brasileiro: um potencial de ponto crítico para energia fotovoltaica flutuante) foi publicado no periódico Earth Systems and Environment em associação de pesquisadores do Laboratório de Estudos do Oceano e Atmosfera – LOA/DIOTG/INPE com a UNIFEI. O estudo está disponível em https://link.springer.com/article/10.1007/s41748-025-00908-4

O artigo apresenta informações sobre a obtenção de energia fotovoltaica a partir de instalações de placas flutuantes em áreas alagadas de reservatórios de usinas hidrelétricas (UHE). Especificamente foi avaliada a influência da nebulosidade na UHE com uma abordagem multi-instrumental. Abaixo é apresentado um resumo do artigo:

Com base no modelo conceitual de brisa lacustre (BL), este estudo investigou o ciclo diurno de nebulosidade sobre o reservatório da usina hidrelétrica (UHE) de Furnas, no Brasil. Utilizamos uma abordagem multi-instrumental combinada com imagens de satélite no espectro visível e dados de reanálise meteorológica. Pela manhã, o gradiente de temperatura entre a água e a terra gera um fluxo de convergência próximo à superfície no centro do reservatório, enquanto, em níveis superiores, a circulação da brisa transporta nuvens em direção à área circundante. Além disso, ocorre um movimento ascendente (descendente) sobre o reservatório (área circundante). No início da tarde, observou-se cobertura de nuvens sobre o reservatório, reduzindo a irradiação solar incidente, uma assinatura típica de eventos de BL devido ao forte aquecimento da superfície terrestre e, consequentemente, à inversão do fluxo vertical. Durante a tarde, o movimento descendente (subsidência) sobre o reservatório (componente III) inibe o desenvolvimento de nuvens. Adicionalmente, um gradiente de pressão direciona o fluxo de ar na direção água-terra, gerando um movimento ascendente sobre a área circundante (IV), conhecido como frente de brisa lacustre. Além disso, a célula de circulação da brisa lacustre é caracterizada por um fluxo divergente próximo à superfície (I) e um fluxo convergente nas camadas superiores (II). Sazonalmente, a torre meteorológica instalada no reservatório registrou maior irradiação solar do que as torres instaladas fora do reservatório. Essa diferença foi mais pronunciada durante a tarde da estação seca (5,3–12,7%), quando o reservatório de Furnas atinge níveis críticos de água. Ademais, a produção de energia do sistema FPV foi 14,6% maior do que a do sistema terrestre entre 10h e 16h, horário local. Essas descobertas oferecem informações valiosas para formuladores de políticas e partes interessadas no setor de energia.

 Estudo de energia fotovoltaica em UHE

Estudo de energia fotovoltaica em UHE