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MOceanS publica artigo sobre estimativa de Clorofila-a no Baixo Amazonas

Um artigo recém-publicado no International Journal of Remote Sensing apresenta avanços significativos na estimativa de clorofila-a (Chla) em águas altamente turvas da região do Baixo Amazonas, um dos ambientes aquáticos mais desafiadores para o sensoriamento remoto da cor do oceano. O estudo, intitulado “Chlorophyll-a dynamics in the lower Amazon River: insights from in situ and hyperspectral remote sensing using OCI-PACE”...
publicado: 08/12/2025 18h27 última modificação: 10/12/2025 11h50

Um artigo recém-publicado no International Journal of Remote Sensing apresenta avanços significativos na estimativa de clorofila-a (Chla) em águas altamente turvas da região do Baixo Amazonas, um dos ambientes aquáticos mais desafiadores para o sensoriamento remoto da cor do oceano. O estudo, intitulado “Chlorophyll-a dynamics in the lower Amazon River: insights from in situ and hyperspectral remote sensing using OCI-PACE” (tradução: Dinâmica da clorofila-a no baixo rio Amazonas: perspectivas obtidas por sensoriamento remoto in situ e hiperespectral utilizando o OCI-PACE) foi publicado no International Journal of Remote Sensing, da Taylor & Francis Online.

O artigo investiga a dinâmica da Chla ao longo de diferentes estações hidrológicas, combinando medições in situ e simulações espectrais da missão hiperespectral PACE, da NASA. O estudo analisou dados coletados entre 2014 e 2017, incluindo a reflectância de sensoriamento remoto, concentração de sedimentos em suspensão, temperatura da água, condutividade, oxigênio dissolvido, pH e matéria orgânica dissolvida colorida (CDOM). A partir de bandas simuladas do sensor OCI/PACE, os autores desenvolveram um modelo empírico para estimar a Chla alcançando bom desempenho (R² = 0,76; RMSE = 0,11 μg·L⁻¹). As bandas do vermelho se destacaram na estimativa da Chla, enquanto a inclusão de bandas no ultravioleta ampliou ainda mais a acurácia do modelo. Os resultados obtidos mostraram concordância com medidas in situ.

O estudo destaca que a variação sazonal e a localização geográfica são fatores determinantes na dinâmica da clorofila-a no Baixo Amazonas. Além disso, demonstra o grande potencial da missão PACE em avançar o monitoramento global de ecossistemas aquáticos com o uso de dados hiperespectrais. O artigo tem como primeira autora a Dra Aline M. Valerio, egressa do Programa de Pós-Graduação em Sensoriamento Remoto do INPE, colaboradora do Laboratório de Monitoramento Oceânico por Satélite (MoceanS), liderado pelo pesquisador Milton Kampel (DIOTG/CGCT). Atualmente ela é vinculada à Universidade de Indiana (EUA). O trabalho também contou com a colaboração de pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), do Pacific Northwest National Laboratory e da Universidade de Washington (EUA). O estudo representa uma contribuição inovadora para o sensoriamento remoto de águas opticamente complexas e reforça a importância de parcerias interinstitucionais para o avanço da ciência marinha e limnologia no Brasil e no mundo. Para saber mais, acesse https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/01431161.2025.2596811#d1e308.

Estações amostrais em diferentes estações hidrológicas no Baixo Rio Amazonas

Figura 1: Estações amostrais em diferentes estações hidrológicas no Baixo Rio Amazonas.

Fluxograma metodológico

Figura 2: Fluxograma metodológico.

 

Distribuição das concentrações de clorofila-a ao longo do baixo rio Amazonas e sua pluma, derivada da regressão multivariada linear aplicada às bandas espectrais do sensor OCI/PACE (16/04/2025).

Figura 3: Distribuição das concentrações de clorofila-a ao longo do baixo rio Amazonas e sua pluma, derivada da regressão multivariada linear aplicada às bandas espectrais do sensor OCI/PACE (16/04/ 2025).