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INPE estima 6.624 km2 de desmatamento por corte raso na Amazônia em 2017

A taxa estimada pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontou o valor de ...
publicado: 18/10/2017 12h00 última modificação: 18/10/2017 17h05

A taxa estimada pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontou o valor de 6.624 km2 de corte raso no período de agosto de 2016 a julho de 2017.

O resultado indica uma diminuição de 16% em relação a 2016, ano em que foram apurados 7.893 km2 e também representa uma redução de 76% em relação à registrada em 2004, ano em que o Governo Federal lançou o Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), atualmente coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O mapeamento utiliza imagens do satélite Landsat ou similares, para registrar e quantificar as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares. O PRODES considera como desmatamento a remoção completa da cobertura florestal primária por corte raso, independentemente da futura utilização destas áreas.

Com o PRODES, o INPE realiza o mapeamento sistemático na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para avaliação e estabelecimento de políticas públicas relativas ao controle do desmatamento e ações voltadas a temática de REDD+. Os dados são importantes para toda a sociedade e embasam iniciativas bem-sucedidas como a Moratória da Soja e Termo de Ajuste de Conduta da cadeia produtiva de carne bovina, entre outras.

As tabelas abaixo apresentam a distribuição do desmatamento para o ano de 2017 nos Estados que compõem a Amazônia Legal, bem como, a comparação com as respectivas taxas consolidadas para o ano de 2016.

Desmatamento por Estado 2017  

Desmatamento 2016 - 2017

 Para gerar esta estimativa, o INPE analisou 95 imagens do satélite Landsat 8/OLI selecionadas visando atender a dois critérios: 1) cobrir regiões onde foram registrados aproximadamente 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2015 a julho/2016) e 2) cobrir os 39 municípios prioritários para fiscalização referidos no Decreto Federal 6.321/2007 e atualizado em 2017 pela portaria no. 360 do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A figura abaixo apresenta a localização das cenas Landsat utilizadas.

 Cenas PRODES

 Áreas em amarelo indicam as 95 cenas Landsat selecionadas para a estimativa do PRODES 2017 e
em azul os municípios prioritários

 

A apresentação da taxa consolidada do PRODES 2017, a ser gerada após a análise das demais cenas que cobrem a Amazônia Legal, está prevista para o primeiro semestre de 2018. O resultado consolidado poderá variar em ±10% do valor estimado. A tabela abaixo apresenta as variações encontradas entre as taxas estimadas e as consolidadas desde 2005.

 Taxas Desmatamento Estimada / Consolidada

 Os gráficos abaixo mostram a série histórica do PRODES para a Amazônia Legal e seus Estados, além da variação relativa anual das taxas de desmatamento.

Taxas Desmatamento 1988 - 2017
Desmatamento anual na Amazônia Legal (km2)
(a) média entre 1977 e 1988, (b) média entre 1993 e 1994, (d) estimativa
Taxas Desmatamento Estados 1988 - 2017
Desmatamento anual discriminado por Estado da Amazônia Legal (km2)
a) média entre 1977 e 1988,  b) média entre 1993 e 1994, d) estimativa
Taxas Desmatamento 1988 - 2017 variação relativa
Variação relativa anual das taxas do Prodes no período 2001 a 2017
 

Mais informações: www.obt.inpe.br/prodes