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Atuação do INPE no monitoramento de biomas brasileiros foi destaque na COP 23

A cidade de Bonn, na Alemanha, foi a sede mundial do clima no período de 6 a 17 de novembro. Representantes de 196 países participaram da 23ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP 23, com o objetivo de avançar na implementação do Acordo de Paris, pacto mundial para conter o aquecimento global definido durante a COP 21, em 2015...
publicado: 30/11/2017 15h08 última modificação: 30/11/2017 15h31

A cidade de Bonn, na Alemanha, foi a sede mundial do clima no período de 6 a 17 de novembro. Representantes de 196 países participaram da 23ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP 23, com o objetivo de avançar na implementação do Acordo de Paris, pacto mundial para conter o aquecimento global definido durante a COP 21, em 2015.

No Espaço Brasil da COP 23 foram discutidos temas como agricultura de baixo carbono, medidas de proteção e conservação do Cerrado, recuperação de vegetação nativa e recursos hídricos, biocombustíveis e bioenergia, bem como iniciativas e ações do governo brasileiro na prevenção e combate ao desmatamento dos biomas brasileiros.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresentou projetos e atividades que desenvolve para o monitoramento ambiental no esforço de produzir dados para submissão de níveis de referência de emissões de Gases de Efeito estufa (GEE) por desmatamento. As informações são essenciais para a remuneração por resultados de redução de emissões sob a estratégia REDD+, da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

A coordenadora de Observação da Terra do INPE, Leila Fonseca, falou sobre o projeto Monitoramento por Satélites da Amazônia (MSA) no painel “Fundo Amazônia: contribuindo para o alcance das metas brasileiras”, organizado pelo BNDES.

Financiado pelo Fundo Amazônia, o projeto MSA produz dados e informações para melhorar o monitoramento e controle das alterações na floresta, assim como para subsidiar a criação, implementação e fiscalização da legislação ambiental. “O projeto é complexo e envolve o desenvolvimento de metodologias e produção de dados de desmatamento, focos de queimadas e uso e cobertura do bioma Amazônia, informações sobre Emissões de Gases de Efeito Estufa e Biomassa, diagnóstico dos principais processos de mudanças de uso e cobertura da terra na Amazônia e aprimoramento de tecnologias para auxiliar na produção dos dados”, disse Leila Fonseca.

A chefe do Centro Regional da Amazônia do INPE, Alessandra Gomes, mostrou resultados do Instituto no evento organizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) sobre prevenção e controle do desmatamento nos biomas brasileiros.

“Apresentamos as iniciativas do INPE no Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, do MMA, que tem como objetivo o monitoramento ambiental dos Biomas Brasileiros até 2020. As metodologias para os projetos de monitoramento da Amazônia estão consolidadas. O projeto para monitoramento do Cerrado, financiado pelo Fundo de Investimento Florestal (FIP), está em fase inicial. Para o monitoramento dos biomas Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal, o projeto já foi aprovado pelo BNDES e seu objetivo é completar parte da estratégia nacional para REDD+ para todo o território nacional”, disse Alessandra Gomes.

Em evento paralelo coordenado pela Comissão Europeia e pela Agência Espacial Europeia, o pesquisador Luiz Aragão apresentou a palestra "Progress in monitoring forest degradation in Brazil" sobre as atividades desenvolvidas pelo INPE e Joint Research Center (JRC) na área de degradação florestal para subsidiar a quantificação de emissão do carbono.

O INPE também esteve representado na COP 23 pela pesquisadora Thelma Krug, que compõe a vice-presidência do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), das Nações Unidas.