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Santos recebeu maior evento sobre sensoriamento remoto, tecnologias espaciais e geo informação

O melhor em pesquisa, desenvolvimento tecnológico, ensino e política científica realizado no país e no mundo na área de sensoriamento remoto e suas aplicações foi apresentado em Santos (SP) durante o XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Foram mais de 1000 trabalhos publicados.
publicado: 08/06/2017 10h30 última modificação: 18/08/2017 10h55

Promovido a cada dois anos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pela Associação de Especialistas Latino americanos em Sensoriamento Remoto - SELPER Brasil, o SBSR é considerado o maior evento do país sobre tecnologias relacionadas a satélites e geo informação.

No final de maio foram apresentados mais de mil trabalhos distribuídos entre sessões orais e de pôster, além de 95 palestras com a participação de renomados pesquisadores de diversos países. Houve sessões especiais sobre monitoramento agrícola, biofísica da vegetação tropical e nova geração de satélites ambientais.

Especialmente no Brasil, um país de proporções continentais, o sensoriamento remoto é utilizado no levantamento de recursos naturais e no monitoramento do meio ambiente visando ao desenvolvimento econômico e social. A observação de grandes áreas com sensores embarcados em satélites é mais eficiente, rápida e barata, tornando o sensoriamento remoto a ferramenta ideal para monitorar desmatamentos, queimadas, a expansão das cidades, safras agrícolas, o nível de rios e reservatórios, entre outras aplicações.

Tecnologia

Governo, cientistas e empresas cada vez mais usam o sensoriamento remoto, tecnologia em que o Brasil é um dos pioneiros no mundo, por meio da atuação do INPE.

O lançamento do primeiro satélite para observação da Terra, o norte-americano Landsat-1, em 1972, proporcionou um salto nos estudos sobre meio ambiente e a dinâmica de ocupação e uso do solo. O Brasil foi o terceiro país a utilizar satélites para o sensoriamento remoto da Terra, logo após Estados Unidos e Canadá, ainda em 1973, quando a estação de recepção do INPE passou a processar os dados do Landsat-1.

Assim, há mais de quatro décadas o Instituto recebe, processa e distribui imagens que vêm permitindo o desenvolvimento de estudos e atividades de reconhecimento internacional, como os programas que monitoram o desmatamento na Amazônia e as queimadas em todo o país.

O INPE se prepara para lançar, em 2018, os satélites CBERS-4A, o sexto feito em parceria com a China, e o Amazonia-1, o primeiro totalmente desenvolvido pelo Brasil.

As imagens de satélites do INPE são oferecidas gratuitamente, pela internet, e beneficiam o sistema de gestão do território do próprio governo, a pesquisa nas universidades e o desenvolvimento das empresas privadas, que geram emprego e renda com tecnologia espacial.

As imagens e produtos derivados do INPE são utilizados em áreas como saúde, segurança pública, gerenciamento de desastres naturais e da biodiversidade.

Durante o XVIII SBSR foram abordados temas como previsão agrícola, degradação de florestas, urbanização, poluição, saúde, mudanças climáticas, geologia, oceanografia, cartografia, sensores, processamento de imagens, meteorologia, uso e qualidade da água, VANTs, serviços e tecnologias espaciais, entre outros.

Mais informações e a programação completa que ocorreu no SBSR em www.dsr.inpe.br/sbsr2017

Veja as fotos do evento aqui.