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INPE apresenta dados consolidados do PRODES 2016

A consolidação da medida da área de desmatamento na Amazônia do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de ...
publicado: 29/08/2017 08h30 última modificação: 05/09/2017 09h22

A consolidação da medida da área de desmatamento na Amazônia do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foi finalizada com o cálculo de 7.893 km2 de corte raso no período de agosto de 2015 a julho de 2016.

A área desmatada registrada pelo PRODES 2016 indica uma taxa de aumento de 27% em relação a 2015, ano em que foram medidos 6.207 km2 de desmatamento. O desmatamento observado em 2016 significa uma taxa 72% menor em relação à área registrada em 2004, ano em que foi iniciado pelo Governo Federal o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm).

Com o PRODES, o INPE realiza o monitoramento sistemático anual da área desmatada na Amazônia Legal e produz, desde 1988, medidas anuais das taxas de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para avaliação e estabelecimento de políticas públicas relativas ao controle do desmatamento ilegal e gestão do território. Estes dados são úteis para toda a sociedade e são utilizados em ações de autogestão ambiental como a Moratória da Soja e Termo de Ajuste de Conduta da cadeia produtiva de carne bovina.

O mapeamento utiliza imagens de satélites da classe Landsat, em combinação que busca minimizar a cobertura de nuvens, para registrar e quantificar os eventos de desmatamento com áreas maiores que 6,25 hectares. Considera-se como desmatamento a destruição da estrutura florestal primária por corte raso, seguida ou não por ocorrência de fogo e independentemente da futura utilização destas áreas.

As tabelas abaixo apresentam a distribuição do desmatamento medido para o ano de 2016 nos Estados que compõem a Amazônia Legal e a comparação com as respectivas taxas consolidadas para o ano de 2015.

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O PRODES computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – o corte raso.

O valor da taxa consolidada, obtida após o mapeamento áreas de desmatamento com a utilização de 214 imagens do sensor Landsat-8/OLI complementadas por imagens dos sensores ResourceSat-2/LISS-3 e CBERS-4/MUX, é aproximadamente 1.2 % abaixo do estimado pelo INPE em final de novembro de 2016, que foi de 7.989 Km2, cálculo feito à época com base em 89 imagens Landsat-8/OLI. As imagens utilizadas na estimativa inicial foram selecionadas de modo a cobrir a área onde foram registrados mais de 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2014 a julho/2015) e também os 43 municípios prioritários para fiscalização referidos no Decreto Federal 6.321/2007, atualizado em 2009.

A tabela abaixo apresenta as variações encontradas entre as taxas estimadas e as consolidadas desde 2005.

tabela3.png

Seguem abaixo as evoluções das taxas de desmatamento anual medidas pelo PRODES para a Amazônia Legal e seus Estados constituintes:

Os gráficos abaixo mostram a série histórica do PRODES para a Amazônia Legal e seus Estados, além da variação relativa anual das taxas de desmatamento.

Desmatamento anual na Amazônia Legal (Km2
(a) média entre 1977 e 1988, (b) média entre 1993 e 1994.

 

Desmatamento anual discriminado por Estado da Amazônia Legal (Km2
(a) Média entre 1977 e 1988; (b) média entre 1993 e 1994. 

 

 Variação relativa anual das taxas do PRODES no período 2001 a 2016

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