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Novo trabalho com interferometria de dados orbitais SAR (radar de abertura sintética)

Este novo trabalho apresenta uma investigação sobre detecção e Monitoramento de movimentos de superfície usando abordagem A-DInSAR (Advanced-Differential Interferometric Synthetic Aperture Radar) com as técnicas SBAS (Small Baseline Subset) e PSI (Persistent Scatterer Interferometry) na barragem de Germano, na região do...
publicado: 01/11/2019 11h06 última modificação: 04/11/2019 09h32

Este novo trabalho apresenta uma investigação sobre detecção e Monitoramento de movimentos de superfície usando abordagem A-DInSAR (Advanced-Differential Interferometric Synthetic Aperture Radar) com as técnicas SBAS (Small Baseline Subset) e PSI (Persistent Scatterer Interferometry) na barragem de Germano, na região do complexo de mineração em Mariana/MG, após o colapso da barragem de rejeitos de Fundão (vizinha a Barragem de Germano) ocorrido em 5 de novembro de 2015. A nova pesquisa foi realizada com o objetivo de avaliar a capacidade das técnicas SBAS e PSI em monitorar o movimento de barragens, visando o planejamento e avaliação de riscos na área após o trágico evento.
A análise foi realizada utilizando 46 imagens TerraSAR-X e um modelo digital de elevação (DEM) gerado a partir de dados do satélite Plêiades. O processamento de A-DInSAR permitiu a remoção da influência da atmosfera, erros relacionados à linha de base, estimativa de erro de altura do DEM e, finalmente, a determinação do deslocamento do solo.
Os resultados obtidos apontaram que as técnicas foram complementares, permitindo avaliar as condições de estabilidade da Mina, principalmente as relacionadas às estruturas da Barragem de Germano e a detecção de pequenos assentamentos dos rejeitos no interior das barragens, ressaltando que esses podem ser componentes importantes para gerenciamento de riscos de operações de mineração a céu aberto.
O trabalho foi desenvolvido pelo Dr. Fabio F. Gama,  Dr. Waldir R. Paradella, Dr. José C. Mura, do INPE e Dr. Cleber G.de Oliveira, da Visiona S.A.. Este trabalho contou com o apoio da Visiona S.A. e a Airbus Defence and Space que cederam o conjunto de cenas TerraSAR e Pleiades, bem como da SAMARCO SA com os dados topográficos utilizados para a validação.
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