Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais



Acesso aos dados do DEGRAD
Acesso ao DETER
Acesso ao PRODES





MAPEAMENTO DA DEGRADAÇÃO FLORESTAL NA AMAZÔNIA BRASILEIRA
DEGRAD


1. Introdução

O INPE desenvolveu o sistema DEGRAD, em função das indicações do crescimento da degradação florestal da Amazônia obtidas a partir dos dados do DETER. Trata-se de um sistema destinado a mapear áreas em processo de desmatamento onde a cobertura florestal ainda não foi totalmente removida.

O sistema utiliza imagens dos satélites LANDSAT e CBERS e seu objetivo é mapear anualmente áreas de floresta degradada e com tendência a ser convertida em corte raso. Assim como o PRODES, a área mínima mapeada pelo DEGRAD é de 6,25 hectares. Para conhecer melhor o processo de degradação florestal, o INPE desenvolveu técnicas específicas para processamento das imagens.

O processo consiste em preparar as imagens de satélite, aplicando realces de contraste de modo a destacar as evidências da degradação. As áreas degradadas são então mapeadas individualmente. A figura ilustra os padrões de degradação por atividade madeireira observados nas imagens realçadas.




A figura acima mostra os padrões de degradação florestal por extração de madeira observados em imagens realçadas. A) Degradação de intensidade moderada, área em regeneração após exploração madeireira, pátios ainda evidentes; B) Degradação de intensidade alta, exploração madeireira ativa, grande proporção de solo exposto; C) Degradação de intensidade leve, evidência de abertura de estradas de acesso.

O DEGRAD mapeou a degradação florestal na Amazônia para os anos de 2007, 2008, 2009 e 2010, com base no mesmo conjunto de aproximadamente 220 imagens LANDSAT processadas para o PRODES destes anos.

Os dados do Degrad em formato de mapas vetoriais poderão ser acessados no primeiro link ao lado e as imagens de satelite utilizadas no mapeamento estão disponíveis no site do Prodes (www.obt.inpe.br/prodes).



2) Resultados  2007, 2008, 2009 e 2010 (km2):


O levantamento final da áreas degradadas nessas imagens registrou 15.987 km2 em 2007,  27.417 km2 em 2008, 13.301 km2 em 2009 e 7.508 km2 em 2010. A Tabela abaixo apresenta a distribuição das áreas degradadas por Estado:



DEGRAD 2007 - 2010
UF 2007 2008 2009 2010
AC 122 121 31 76
AM 257 412 181 459
AP 50 63 61 20
MA 1976 4230 2423 383
MT 8951 12987 8486 2502
PA 3899 8264 1559 3499
RO 412 643 232 315
RR 137 171 99 61
TO 179 522 229 194
AMZ LEGAL 15983 27413 13301 7508
DEGRAD -> DEGRAD (a)
UF 2007->2008 2008->2009 2009->2010
AC 14 6 4
AM 34 17 5
AP 4 4 0
MA 444 2147 69
MT 2281 5899 679
PA 836 451 141
RO 62 113 14
RR 3 4 1
TO 22 76 32
AMZ LEGAL 3698 8716 945
(a) Degradação em um ano mantida como degradação no ano seguinte
DEGRAD -> CORTE RASO/PRODES (b)
UF 2007->2008 2008->2009 2009->2010 2010->2011
AC 12 3 2 7
AM 15 8 8 11
AP 4 2 1 0
MA 170 94 78 13
MT 933 105 112 59
PA 681 167 96 136
RO 107 25 16 24
RR 40 0 12 3
TO 19 6 3 1
AMZ LEGAL 1982 410 327 255
(b) Degradação em um ano convertida a corte raso no ano seguinte


Veja aqui o relatório do PRODES, DETER, DEGRAD e QUEIMADAS com análise aprofundada dos dados de desmatamento na Amazônia Legal brasileira para o período 2007/2008.



Qualquer problema, dúvida ou sugestão, por favor, entre em contato: prodes@dpi.inpe.br


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