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:: Quinta-feira, 27 de Julho de 2017
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Entre o “fio da navalha” da exclusão/inclusão social coloco em debate o papel do território enquanto um possível “fio da meada” que possa dar início a uma nova trama de tecer as políticas públicas brasileiras em direção à justiça social.
Dirce Koga






Sobre o PESS


Neste inicio de milênio, a complexidade da realidade brasileira nos impõe um enorme desafio. Somos um País continental de grande diversidade social e desigualdades socioterritoriais com expressões regionais. Para administrar nossos sistemas ambientais, econômicos e sociais precisamos de novas abordagens.

No INPE, com a ajuda de nossa rede de parceiros, aprendemos que se escondem entre os pixels das imagens e os polígonos dos mapas, os territórios da desigualdade, da segregação, da violência, da saúde, da assistência social, entre tantos outros esperando para ser revelados.

Observar, medir, representar, monitorar e modelar o território brasileiro é tarefa que o INPE tem feito desde sua criação. Somos pioneiros no Brasil nas tecnologias de sensoriamento remoto e geoinformação. São essas tecnologias geradas dentro do programa espacial, que nos permitem estudar o Brasil através da construção de seus Territórios Digitais.

Um dos grandes desafios para as instituições Ciência e Tecnologia é manter a qualidade de sua produção e ao mesmo tempo gerar produtos e serviços que atendam às carências da sociedade brasileira. Nos últimos 20 anos, aprendemos a gerar Ciência de excelência. Precisamos agora dar mais um passo e enfrentar o desafio de transformar esta excelência em resultados aplicados no enfrentamento de problemas do Brasil contemporâneo. Esta situação oferece uma janela única de oportunidade para o Programa Espacial Brasileiro.

O desafio para o INPE é contribuir com a inovação necessária para monitorar, ordenar e administrar os Territórios Brasileiros, atendendo a carências da sociedade brasileira, através da oferta de serviços inovadores, cuja existência ela ainda nem imagina.

O Programa Espaço e Sociedade procura responder a este desafio. Sua missão é identificar as tecnologias espaciais que podem servir à sociedade brasileira. Sua ação busca articular e organizar redes cooperativas, para que o conhecimento do INPE possa participar, no atendimento às necessidades de informar as Políticas Públicas em construção ou em operação no País. Sua meta é inovar os processos de gestão do território brasileiro. Essa inovação é construída sobre bases científicas sólidas, e responde a problemas concretos da sociedade brasileira.

Com o estabelecimento desse Programa, o INPE espera ampliar os benefícios sociais do programa espacial para a sociedade brasileira, gerando novos produtos e serviços que se orientam, desde de seu inicio, em torno da Inovação como instrumento, dos Territórios Digitais como linguagem, da Operação em Rede como modelo e do Benefício Social direto como Resultado.

O Programa Espaço e Sociedade vai consolidar e ampliar as redes já existentes, e promover novas iniciativas, nas seguintes áreas de ação:
  • Saúde Pública
    • Sistemas de vigilância epidemiológica, de endemias e a vigilância em saúde ambiental através da consolidação e ampliação das redes em operação.
    • Sistema de Informação em Saúde: Tecnologias para Geocodificação e ampliação de oferta de dados ambientais;
    • Capacitação em Análise de Dados Espaciais: Disponibilização de software livre para análise espacial

  • Planejamento e Gestão de Cidades
    • Monitoração de Indicadores Socioterritorais na escala intra-urbana.
    • Estudos de Inclusão/Exclusão Social; Estudos de Segregação Socioespacial
    • Mobilidade e Distribuição da População
    • Melhoria da gestão do cadastro urbano

  • Segurança Pública
    • Análise Criminal com Dados Espaciais
    • Estudos de Violência

  • Políticas de Assistência Social
    • Topografia Social: Conceito e Técnicas
    • Acompanhamento das Políticas: Monitoração
    • Territorialização das Políticas de Assistência Social

  • Desastres: Prevenção e Mitigação
    • Defesa Civil: Sistemas Emergenciais
    • Revisitando o Semi-árido: Desertificação e seca

  • Ordenamento Territorial: Zoneamento
    • ZEE: Zoneamento Ecológico e Econômico
    • Turismo e Negócios

  • Infra-estrutura Nacional de Dados Espaciais
    • Territórios Digitais: Data + Software + Pessoal
    • Cobertura Brasil por Imagens: CBERS-2B
    • MUB – ML: Mapa Urbano Básico – Mínimo e Livre
    • Cadastro Nacional de Logradouros e Malha Censitária: Apoio ao IBGE


Projetos



Os fatores sociais e econômicos que influenciam o processo de urbanização na Amazônia estão sendo mapeados por equipe multidisciplinar liderada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no âmbito do Urbis Amazônia. Entre outras questões, o projeto analisa como a exploração madeireira, a mineração e a atividade agropecuária causam impactos nas médias cidades e pequenas localidades situadas nas áreas de conversão da floresta, no limite das estradas e na beira dos rios amazônicos.

Projeto URBISAmazonia



Modelagem Matemática Aplicada ao Controle da Dengue no Brasil

Projeto DengueME


Analisando as mudanças climáticas e seus efeitos na saúde humana, a Fiocruz, por meio do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde e da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, juntamente com o INPE, estão à frente do Observatorium, um projeto que reúne e conjuga informações de diversas naturezas com o objetivo de facilitar a análise da relação entre clima e saúde.

Projeto Café Projeto Café



O projeto SMCP – Aedes, desenvolvido em parceria entre a Fiocruz Pernambuco, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) utiliza tecnologias da informação espacial baseadas no uso da internet e de softwares livres para coletar, armazenar, analisar e disseminar informações sobre a distribuição espaço-temporal da população do mosquito, a partir de amostras (de ovos do mosquito) coletadas continuamente com armadilhas conhecidas como ovitrampas.

Projeto SMCP – Aedes