EVOLUÇÃO DE PADRÕES DA TERRA NA REGIÃO CENTRO-NORTE DE RONDÔNIA


Tese de Doutorado  - Maria Isabel Sobral Escada

    Tese de Doutorado do Curso da Pós-Graduação em Sensoriamento Remoto, orientada
    pelo Dr. Diógenes Salas Alves, aprovada em 14 de abril de 2003.

Resumo

    Este trabalho propõe um método empírico para a partição do espaço, baseado na
    delimitação de regiões que apresentam padrões espaciais observáveis em séries
    temporais de imagens do sensor TM dos satélites Landsat (TM/Landsat), e desenvolve
    uma análise da evolução do uso e cobertura da terra, na região Centro-Norte de
    Rondônia, baseando-se nestas regiões. As análises da evolução do uso da terra foram
    realizadas a partir da geração de mapas de cobertura e uso da terra, para seis datas,
    1985, 1988, 1991, 1994, 1997 e 2000, compreendendo as bandas 5, 4 e 3, referentes às
    cenas 231/66 e 231/67 do sensor TM/Landsat, obtidos utilizando-se métodos de
    classificação digital de imagens. Os resultados das análises mostraram que a área
    desflorestada na região triplicou, e nas áreas de assentamento pioneiro os remanescentes
    florestais reduziram-se a menos de 20% em 2000, mostrando a inadequação do uso atual
    em relação à manutenção de 50% de remanescentes florestais estabelecidos pelo código
    florestal (Brasil, 1965) e aos limites de 20% de reservas florestais estabelecidos para a
    Zona 1.1 definida no Zoneamento Ecológico Econômico de Rondônia (Rondônia,
    2000). A área desflorestada relativa às categorias de pequenas, médias e grandes
    propriedades foi similar nas seis datas de análise, considerando a proporção de área
    ocupada por cada categoria na área de estudo. Análises dos indicadores de abandono
    mostraram que a área de estudo não segue o padrão de uso e abandono relatado em
    vários trabalhos sobre uso da terra na Amazônia. Os resultados mostraram que em áreas
    onde o desflorestamento é acentuado, a vegetação secundária tendeu a ser eliminada,
    dando indicações de processos de intensificação de uso da terra na região. Em 2000,
    16% da área desflorestada apresentou cobertura de vegetação secundária e, deste total,
    apenas 9% tinha mais do que 15 anos de idade. Finalmente, as análises do
    desflorestamento em Unidades de Ocupação associadas às informações sobre a malha
    fundiária permitiram identificar processos de alteração fundiária em vários
    assentamentos de pequenos produtores rurais, principalmente processos de transferência
    e concentração de terras, que precisam ser investigados através de análises mais
    aprofundadas.

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