AVALIAÇÃO DAS IMAGENS DO
SENSOR ASTER PARA
DISCRIMINAÇÃO ESPECTRAL DE VARIAÇÕES
FACIOLÓGICAS NO GRANITO SERRA BRANCA,
ESTADO DE GOIÁS Dissertação de Mestrado -
Bruno Eustáquio Moreira Lima
Dissertação de Mestrado do Curso de Pós-Graduação em Sensoriamento
Remoto,
orientada pelos Drs. Raimundo Almeida Filho e Lênio Soares Galvão,
aprovada
em 10 de outubro de 2003
Resumo
Este trabalho busca avaliar os aspectos relacionados à potencialidade
das
imagens do sensor Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection
Radiometer (ASTER)/Terra, obtidas na faixa do visível e infravermelho
refletido,
para discriminação espectral de variações faciológicas no maciço
granítico
Serra Branca, inserido na Província Estanífera de Goiás. Essa Província
compreende diversos corpos granitóides, com mineralizações estaníferas
(cassiterita) associadas com fácies alteradas metassomaticamente. O
aplicativo Atmospheric Correction Now (ACORN) 3.12 foi utilizado para
efetuar
a correção atmosférica das imagens, transformando seus dados originais
de
radiância para reflectância de superfície. Na etapa de processamento
digital
dos dados ASTER, foram gerados produtos a partir do uso de técnicas para
a
discriminação de materiais geológicos (realce por decorrelação) e de
detecção
sistemática desses materiais (Mapeador de Ângulo Espectral (SAM),
Profundidade Relativa de Bandas de Absorção (RBD) e Ajuste de Feições
Espectrais (SFF)). Foi realizada também uma análise da influência da
cobertura vegetal, através da determinação do Índice de Vegetação por
Diferença Normalizada (NDVI), sobre o processo de detecção mineral com a
técnica SAM. Os resultados sugerem que, em ambientes tropicais similares
aos
da área de estudo, com predomínio de vegetação de cerrado, os dados
ASTER
podem ser muito mais eficazes para a caracterização da associação
rochasolo-
vegetação, ou das variações relativas nas feições espectrais de
argilominerais
e da cobertura vegetal, do que para a detecção mineral propriamente
dita. Os pixels classificados como tendo o mineral muscovita
apresentaram,
geralmente, baixos valores de ângulo SAM e NDVI e altos valores de SFF e
RDB, ou seja, espectros com bandas de absorção mais profundas em 2200
nm. Estes pixels delimitaram os contatos do complexo granítico com as
encaixantes e entre os principais litotipos e a área de atividade
garimpeira.
Conforme esperado, a detecção do mineral muscovita pela técnica SAM
ocorreu em porções da cena com boa exposição de rochas e solos, como a
área do garimpo. Entretanto, os resultados foram influenciados pela
presença
de vegetação fotossinteticamente ativa e/ou não-ativa (gramíneas) no
substrato.
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