ANÁLISE ESPACIAL DE ESTRUTURAS INTRA-URBANAS: O CASO DE SÃO PAULO


Dissertação de Mestrado - Frederico Roman Ramos

Dissertação de Mestrado do Curso de Pós-Graduação em Sensoriamento Remoto,
orientada pelos Drs. Antônio Miguel Monteiro e Gilberto Câmara Neto, aprovada em 12 de agosto de 2002.

Resumo

O uso de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) vem crescendo dentro dos mais
diversos campos do conhecimento onde a informação de localização é relevante. Os
estudos intra-urbanos não são exceção a esta regra. Entretanto, nestes estudos, a
complexidade do objeto de análise exige uma abordagem multidimensional.
Dificilmente os processos que atuam na definição destes espaços podem ser estudados
isoladamente. Esta complexidade desafia os estudiosos a formularem modelos
conceituais capazes de capturar a informação necessária à análise que se queira fazer.
Em geoprocessamento, um modelo é uma representação simplificada de determinado
fenômeno que se fundamenta na construção de abstrações em diferentes níveis. Para que
se possa utilizar o geoprocessamento em estudos intra-urbanos é necessário que se
conheça os alcances e limitações da tecnologia, reconhecendo as especificidades da
linguagem matemática subjacente a ela. O processo de modelagem de dados parte do
reconhecimento dos conceitos relevantes à análise e se consolida nas possibilidades de
manipulação matemático-computacional destes dados. Aqui, o conceito que fundamenta
a análise é o de Estrutura Intra-Urbana como definido por Villaça em seu trabalho “O
Espaço Intra-Urbano no Brasil”. A partir dele, apresenta-se um estudo de caso sobre a
Cidade de São Paulo onde são discutidas as questões relativas à modelagem de dados
intra-urbanos e às possibilidades de inferências quantitativas sobre eles. Dentre estas,
são abordadas as questões relativas ao Problema das Unidades de Áreas Modificáveis
(MAUP), os Indicadores Locais de Autocorrelação Espacial (LISA) e a utilização de
técnicas geoestatísticas na construção de campos numéricos para dados intra-urbanos.

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