| CLASSIFICAÇÃO TEXTURAL DE
IMAGENS SAR, POR MODELAGEM AUTORREGRESSIVA Dissertação de
Mestrado - Sérgio Monteiro Soares
Dissertação de Mestrado em Sensoriamento Remoto, orientada pelo Dr.
Luciano Vieira Dutra, aprovada em maio de 1998.
Resumo
O propósito deste trabalho consiste em apresentar um método extração
de
atributos de textura, por modelagem autorregressiva, para classificação
supervisionada de
imagens SAR, utilizando amostras unidimensionais, formadas pela
concatenação de suas
linhas. A classificação é executada usando um procedimento
bidimensional, pelo
mapeamento dos elementos dos filtros. Os parâmetros autorregressivos são
estimados pelo
algoritmo de Levinson-Durbin, os quais são usados como elementos dos
filtros inversos
autorregressivos. Depois da filtragem autorregressiva dois outros
procedimentos de
filtragens (atributos de branqueamento obtidos pelo cálculo da função de
autocorrelação
local de "lags" (1,0) e (0,1) e um filtro de energia local) são
aplicados, em paralelo, sobre a
imagem SAR original, filtrada pelo filtro inverso autorregressivo, para
melhoria de bordas
das feições identificadas. O método é testado sobre imagens SAR JERS-1 e
RADARSAT
da Floresta Nacional do Tapajós (FLONA). As classes identificadas para
um mosaico
JERS-1 foram Floresta Primária Densa e Floresta Primária Ondulada. Para
as imagens
JERS-1 contínua e RADARSAT foram identificadas as classes Floresta
Primária, Floresta
Secundária (aqui chamada simplesmente de Rebrota) e Solo Exposto
(englobando: Pasto,
Pasto Sujo e Solo Exposto). Para as imagens acima, uma imagem Landsat TM,
na
composição colorida RGB-543, da mesma região, foi utilizada como
"verdade de campo".
Para testar o modelo em outra área, que não a Floresta Amazônica, foi
utilizada uma
imagem SAR-580, de uma região da Alemanha, na qual foram identificadas
as classes
Floresta, Cultura (restos de culturas agrícolas) e Solo Exposto. Depois
da seleção das
amostras de classes (amostras de treinamento e teste), em cada imagem, o
método foi
testado resultando num conjunto de bandas filtradas, para cada imagem.
Sobre estes
conjuntos de bandas filtradas, foi usado o classificador de Máxima
Verossimilhança
multibandas. Os resultados das classificações, de cada imagem, foram
testados utilizandose
a Matriz de Confusão.
Conteúdo
|