ANÁLISE DO ESPAÇO INTRA-URBANO PARA ESTIMATIVA
POPULACIONAL INTERCENSITÁRIA UTILIZANDO DADOS
ORBITAIS DE ALTA RESOLUÇÃO ESPACIAL


Dissertação de Mestrado - Íris de Marcellas e Souza

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação da Universidade do Vale do
Paraíba/Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, em Planejamento Urbano e Regional, como complementação dos créditos necessários para obtenção do título de Mestre em Planejamento Urbano e Regional.

Resumo

Os censos demográficos brasileiros são realizados decenalmente e trazem
informações que ajudam a subsidiar o planejamento e o desenvolvimento de
políticas e programas governamentais. Entretanto, a dinâmica das cidades
brasileiras exige levantamentos mais freqüentes, confiáveis, de custo reduzido e que
reflitam a diferenciação interna das cidades. Surge a necessidade de levantamentos
intercensitários que forneçam tanto informações demográficas quanto de
características socioeconômicas da população residente. Os avanços tecnológicos na
área de sensoriamento remoto orbital devem aumentar significativamente o uso de
seus produtos para o levantamento de informações urbanas, devido, principalmente,
às novas características dos sistemas sensores, que geram produtos cada vez mais
capazes de discriminar os alvos na superfície terrestre. Nesse sentido, o objetivo
deste trabalho foi estimar a população intra-urbana a partir da análise do espaço
residencial urbano construído, através da interpretação de dados de sensoriamento
remoto de alta resolução espacial, nos formatos digital e analógico. A análise foi
feita a partir da integração no ambiente SPRING (GIS) da imagem do Satélite
IKONOS II (composição colorida), com um metro de resolução espacial, e de dados
dos setores censitários do IBGE para o ano de 2000. Os procedimentos
metodológicos buscaram identificar, dentro do tecido urbano da cidade de São José
dos Campos, áreas que possuíssem características de ocupação residencial
semelhantes, caracterizadas pelo espaço construído e identificadas neste trabalho
como texturas ou setores homogêneos. Foram compatibilizados às áreas definidas
pelas texturas homogêneas os setores censitários do IBGE. Posteriormente, foi
identificado o número médio de habitantes e a densidade habitacional das áreas
homogêneas amostrais. Esses dados foram a base para a estimativa populacional e
para a avaliação dos resultados. Os resultados mostraram que a compartimentação
da área urbana em setores homogêneos permitiu que, numa análise detalhada de
aproximadamente 3% da área total dos setores amostrais, fosse possível o cálculo
da estimativa populacional com resultados corretos em torno de 90%, quando
comparados com os dados oficiais do IBGE para o mesmo período.
Palavras chaves: geoprocessamento, sensoriamento remoto, estimativa populacional

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