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:: Quinta-feira, 22 de Junho de 2017
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O projeto PRODES realiza o monitoramento por satélites do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para o estabelecimento de políticas públicas. As taxas anuais são estimadas a partir dos incrementos de desmatamento identificados em cada imagem de satélite que cobre a Amazônia Legal.

O PRODES utiliza imagens de satélites da classe Landsat (20 a 30 metros de resolução espacial e taxa de revisita de 16 dias) numa combinação que busca minimizar o problema da cobertura de nuvens e garantir critérios de interoperabilidade. As imagens TM, do satélite americano Landsat-5, foram, historicamente, as mais utilizadas pelo projeto, mas as imagens CCD do CBERS-2 e do CBERS-2B, satélites do programa sino-brasileiro de sensoriamento remoto, foram bastante usadas. O PRODES também fez uso de imagens LISS-3, do satélite indiano Resourcesat-1, e de imagens do satélite inglês UK-DMC2. Com essas imagens, a área mínima mapeada pelo PRODES é de 6,25 hectares.

Todo o material do projeto PRODES – tabelas, mapas e imagens de satélites – está disponível em www.obt.inpe.br/prodes/. O projeto PRODES conta com a colaboração do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).


Desde maio de 2004, o projeto DETER faz levantamentos rápidos mensais, por meio de imagens de satélites de resolução espacial moderada, para emitir alertas de desmatamento por corte raso e por degradação florestal para dar suporte à fiscalização e ao controle do desmatamento. Trata-se de um sistema que permite a pronta intervenção das agências fiscalizadoras antes que o processo de desmatamento se materialize completamente.

No caso de corte raso, os órgãos de fiscalização podem fazer a responsabilização para ações ilegais e no caso das áreas de degradação progressiva, além da responsabilização, a federação e os estados podem atuar para reverter o processo, quando possível.

O DETER tem utilizado imagens MODIS, dos satélites americanos Terra e Aqua, e imagens WFI, dos satélites CBERS-2 e CBERS-2B, todas com resolução espacial de 250m e taxas de revisita de cerca de 2 dias, o que confere rapidez a esse sistema. Recentemente, a OBT testou com sucesso o uso de imagens AWiFS, do satélite indiano Resourcesat-1, com 56 metros de resolução espacial e resolução temporal de 5 dias. Enfatiza-se que o objetivo do sistema DETER é apenas alertar sobre potenciais ações de desmatamento em tempo hábil, sendo um sistema pouco preciso para o cálculo de área. Nesse sistema, devido a baixa resolução espacial das imagens utilizadas, a área mínima de mapeamento é de 25 ha.

Todo o material do projeto DETER – relatórios, dados e avaliações – está disponível em www.obt.inpe.br/deter/.


A OBT desenvolveu o sistema DEGRAD em função das indicações do crescimento da degradação florestal da Amazônia obtidas a partir dos dados do DETER. Trata-se de um sistema destinado a mapear áreas em processo de desmatamento onde a cobertura florestal ainda não foi totalmente removida.

O sistema utiliza imagens dos satélites Landsat e CBERS e seu objetivo é mapear anualmente áreas de floresta degradada e com tendência a ser convertida em corte raso. Assim como o PRODES, a área mínima mapeada pelo DEGRAD é de 6,25 hectares.

Para conhecer melhor o processo de degradação florestal, a OBT desenvolveu técnicas específicas para processamento das imagens. O processo consiste em preparar as imagens de satélite, aplicando técnicas de realce nas imagens de modo a destacar as evidências da degradação nas áreas florestais como clareira de solo exposto, cicatriz de fogo florestal e vegetação secundária. As áreas degradadas são então mapeadas individualmente.

Todo o material do projeto DEGRAD – mapas e imagens de satélites – está disponível em www.obt.inpe.br/degrad/.


O projeto TERRACLASS tem o objetivo de mapear o uso e a cobertura da terra na Amazônia legal, usando como base as áreas desmatadas identificadas pelo PRODES e as mesmas imagens de satélites. Adicionalmente, o TERRACLASS utiliza séries temporais de imagens MODIS para discriminação de classes como a agricultura anual e pastagem. A cada dois anos, o TERRACLASS permite que se faça uma avaliação contínua da dinâmica do uso e ocupação das áreas desmatadas. Atualmente estão disponíveis os mapeamentos feitos em 2008 e 2010. O mapeamento referente a 2012 está em fase final de revisão.

Esse projeto é de responsabilidade do CRA e é feito em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Amazônia Oriental (CPATU) e com a Embrapa Informática Agropecuária (CNPTIA).

Todo o material do projeto TERRACLASS – mapas e imagens de satélites – pode ser consultado em http://www.inpe.br/cra/projetos_pesquisas/terraclass2012.php.


O Programa Iniciativa Cerrado Sustentável é uma das ações implementadas no Brasil que visa promover o aumento da conservação da biodiversidade e melhorar o manejo dos recursos naturais do Cerrado, por meio de apoio a políticas para fortalecimento de instituições públicas e da sociedade civil, envolvidas com a conservação ambiental. Este programa é conduzido pelo Ministério de Meio Ambiente (MMA) e conta com recursos financeiros oriundos do Global Environment Facility (GEF) por meio do Banco Mundial e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

Em 2013, o MMA fomentou a união de um grupo de instituições públicas brasileiras com larga experiência em sensoriamento remoto, geoprocessamento e mapeamentos de larga escala, para realizar a primeira versão do projeto intitulado Mapeamento do Uso e Cobertura Vegetal do Cerrado - TerraClass Cerrado. Assim, sob coordenação do MMA, técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) juntaram esforços e competências para a formulação do mapeamento abrangendo a área contínua do Cerrado.

Mais informações em http://www.dpi.inpe.br/tccerrado


O projeto QUEIMADAS foi desenvolvido pelo CPTEC para realizar o monitoramento operacional de focos de queimadas e incêndios florestais detectados por satélites, bem como o cálculo e a previsão do risco de fogo da vegetação. Os principais produtos do projeto QUEIMADAS são:
  • SITUAÇÃO ATUAL: fornece, para os últimos dois dias, os resultados relevantes do monitoramento de focos de queima de vegetação.
  • SIG FOCOS-GERAL: permite a visualização dos focos em um Sistema de Informação Geográfica.
  • SIG FOCOS-Áreas Protegidas: semelhante ao item anterior, mas dedicado à ocorrência do fogo em Áreas de Conservação.
  • Situação nas Áreas Protegidas: contém o último relatório de focos detectados nas áreas de preservação.
  • Relatório Atual: contém o último resumo do monitoramento de queimadas em formato PDF, que poderá ser salvo pelo usuário para análise detalhada dos dados.
  • Risco de Fogo: apresenta o Risco de Fogo da vegetação estimado no presente e suas previsões futuras (diárias, semanais e mensais).
O projeto QUEIMADAS usa os satélites NOAA, Terra, Aqua, GOES-13, MSG02 e NPP. Todo o material do projeto está disponível em http://www.inpe.br/queimadas/index.php.


Logomarca do Sistema Spring

O SPRING é um SIG (Sistema de Informações Geográficas) completo com funções de processamento de imagens, tratamento de dados temáticos e cadastrais, modelagem numérica de terreno, análise espacial e consulta a bancos de dados espaciais. O SPRING é usado nas mais diversas áreas de aplicação como: ambiental, geografia, planejamento urbano e regional. É também uma plataforma para o ensino de geoprocessamento e processamento de imagens.


Logomarca do Projeto TerraLib e do Sistema TerraView

O projeto TerraLib tem por objetivo desenvolver uma biblioteca de funções para construção de aplicações geográficas. A biblioteca é livre de licença e de código aberto e contém funções básicas de geoprocessamento e processamento de imagens, bem como algoritmos inovadores para o tratamento de dados espaço-temporais e de aderência a padrões da comunidade de geoprocessamento. O TerraView é um dos produtos construídos usando a TerraLib. É um GIS de propósito geral que permite a construção de uma base de dados geográficos e sua manipulação. O TerraView provê uma interface gráfica para funções e algoritmos disponíveis na TerraLib.



O TerraAmazon é um SIG projetado para suportar a interpretação de imagens multi-temporais de vários sensores, em um ambiente compartilhado, distribuído e concorrente, necessário para a produção de mapas de tamanho continental. É um sistema modular composto por módulos para visualização, edição vetorial e funções de classificação. É possível também controlar o processo de operação em um ambiente cliente-servidor. O TerraAmazon é baseado na blibloteca TerraLib. Tem sido usado em todos os projetos de monitoramento do Programa Amazônia da OBT. Tem sido usado em projetos e convênios do CRA/INPE para treinamento em Monitoramento de Florestas Tropicais.


Logomarca do Sistema TerraMA2

TerraMA2 é uma plataforma de monitoramento, análise e alerta a extremos ambientais.

Trata da construção de uma plataforma de software para a coleta de dados ambientais para fins de monitoramento, análise e alerta a extremos ambientais, chamada TerraMA2. Essa plataforma possui as seguintes características principais:
  • Permite a customização do uso de diferentes fontes de dados usando uma arquitetura orientada a serviços;

  • Permite a descrição de modelos que geram alertas em uma linguagem de alto nível (LUA);

  • Permite diferentes saídas desde a Web, aplicativos desktop e notificações personalizadas.
Essas características permitem que a plataforma seja usada para implantar sistemas de monitoramento em nível municipal, estadual ou federal, ou até mesmo em projetos regionais.


Logomarca do Sistema TerraHidro

TerraHidro é uma plataforma para a execução de aplicações envolvendo modelagem hidrológica distribuída que permite ao usuário simular situações ambientais, relacionadas com recursos hídricos superficiais e/ou subterrâneos, a partir de modelos de superfície ou elevação e outros fatores como uso e cobertura do solo, precipitação, tipos de solos e rochas, entre outros. Este sistema chamado TerraHidro apresenta as seguintes características:
  • Permite a extração de redes de drenagens;

  • Possibilita a delimitação de áreas de contribuição para pontos isolados e segmentos de drenagem;

  • Permite a determinação de drenagens em escalas menores, a partir da drenagem obtida de dados em escalas maiores, processo este chamado de upscaling;

  • Permite a delimitação de níveis de lençóis freáticos e áreas com potencial de inundação, empregando o procedimento chamado de HAND.